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Pra quem ainda nao tinha me achado…

Engracado como nossas vidas sao tao 100% ligadas a internet – pelo menos a minha e’ 110% dependente da rede. Quando o Merlin nao esta’ aqui comigo, ou quando eu estou la’ com ele, o Skype salva o meu bolso. E tem o Facebook, o Twitter, o Orkut… Parece que a maior parte da nossa interacao e’ virtual. O fato de eu escrever esse blog so’ e’ mais uma prova disso! Sem contar que nao da’ pra fazer muita coisa na minha area sem emails e Corel Paint Shop Pro. Eu fico pensando, como seria o mundo hoje se o Bug do Milenio tivesse realmente zerado o jogo?

Primeiro dia do ano. Profissão nova. Blog novo. Resoluções velhas: comer menos chocolate, me exercitar mais, não me preocupar tanto, economizar dinheiro. Ainda bem que eu não me levo a sério. E ainda bem que eu não dou a mínima pra essa reforma ortográfica – ficar com medo de escrever depois de velha é a última coisa de que eu preciso pra 2009.

Amar as palavras nunca foi novidade pra mim. Como podemos pensar, criar, SER sem as palavras? Cada pequena coisa que sabemos ou sentimos nos chega, de uma maneira ou de outra, através delas. E as pessoas sabem que só somos pessoas porque as palavras nos pertencem – ou somos nós que pertencemos a elas?

John (o Apóstolo, não o Beatle) começa sua criação do mundo da forma mais bonita possível:

In the beginning was the Word, and the Word was with God, and the Word was God.

E depois, o mesmo Deus que possuía a palavra a fez tornar-se carne. Mesmo os que não acreditam (e talvez eu me inclua totalmente nesse grupo) admitem, isso é lindo. O conceito de um Deus-poesia, que cria através do Verbo, me faz amar ainda mais – não ao Deus criado, mas ao poder infinito das palavras.

Uma imagem vale mais do que mil palavras, eles dizem. Mas sem as palavras, de que me valeria uma imagem? Como a imagem poderia ser descrita, criticada, eternizada? Sem palavra que a valide, a imagem se perde em olhos mudos.

Lendo Harland a caminho de casa, o sorriso me toma por inteiro. No final, somos nós que pertencemos à Palavra.

The individual absorbs language before he can think for himself: indeed the absorption of language is the very condition of being able to think for himself. The individual can reject particular knowledges that society explicitly teaches him, he can throw off particular beliefs that society forcibly imposes upon him – but he has always already accepted the words and meanings through which such knowledges and beliefs were communicated to him… They lie within him like an undigested piece of society.

E eu odeio mais do que todo mundo.
Que morra quem inventou o trio elétrico!!

 

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